domingo, 23 de junho de 2013

Review The Last of Us: mais que um jogo, uma obra-prima

Review feito por Diego Borges do site TechTudo.


Mais que uma simples história

O enredo de The Last of Us é um excelente exemplo de que os jogos podem também contar uma história digna de uma obra literária. A trama gira em torno de Joel, que depois de perder sua filha tragicamente, precisa encontrar motivações para viver em um mundo dominado pelo caos, depois de uma contaminação em massa, que transforma seres humanos em criaturas horripilantes.

O caminho de Joel acaba cruzando o de Hellen, uma adolescente que pode possuir a cura para o vírus que contamina o mundo. Porém, além de protegê-la, Joel começa a alimentar uma relação de pai e filha, o que ele nunca imaginou que pudesse vivenciar novamente.

Em cima deste relacionamento, o enredo se desenvolve de uma maneira muito bem roteirizada, desde a forma um pouco conturbada e repleta de inseguranças entre os dois personagens, até a concretização do amor paterno do protagonista. E por mais que pareça um pouco puxado para o lado sentimental, a história se encaixa dentro de um suspense que mexe com o jogador, fazendo com que ele lute pela sobrevivência dos personagens mais da forma que se torce diante de um filme, do que pela fadiga de se atingir o próximo checkpoint.

Este carisma dos protagonistas fará até mesmo os jogadores mais ansiosos assistirem as cutscenes do game. A dublagem em português também ajuda muito nesta tarefa, já que traz as mesmas vozes que dublam atores famosos, como Angelina Jolie.


Mecânica moldada em uma dificuldade que agrada

A jogabilidade de The Last of Us é um dos pontos mais interessantes do jogo. Qualquer mecânica apresentada no game sempre esbarra em um dificuldade desafiadora, que agrada e torna a experiência mais realista. A começar pela movimentação de Joel, o personagem não possui uma corrida tão eficiente e rápida como deveria, porém é suficiente para não permitir que nenhum descuido, como escorregar o dedo do botão, seja cometido na hora de fugir de seus inimigos.

O combate corpo-a-corpo também é eficiente, mas é executado de forma atabalhoada, mostrando que Joel é alguém que nunca teve experiência com bastões e barras de ferro, mas precisa manejá-las para sobreviver. Sendo assim, golpear seus inimigos é uma boa alternativa, porém, está longe de ser a solução para todos os seus problemas, ou melhor, confrontos.

O sistema de mira é outro elemento que funciona bem, mas graças a uma boa dose de dificuldade, não é eficiente o tempo inteiro. O comportamento de seus inimigos não é algo coordenado, ou seja, eles dificilmente se comportam da mesma forma na hora de correr na sua direção ou de se esconder e contra atacar. Dessa maneira, mesmo com uma mira semiautomática, é difícil conseguir um tiro perfeito.

Para completar, outro elemento que deveria ser básico e até certo ponto linear, também conta com seus percalços. Escalar plataformas pode ser uma tarefa fácil para Drake em Uncharted, mas não é tão simples para Joel em The Last of Us. Por mais que uma elevação pareça fácil de ser alcançada - bastando um belo impulso - o jogo criar uma dificuldade em que é necessário contar com a ajuda de seus aliados, ou simplesmente encontrar outra forma de chegar até ela, como utilizando uma escada ou uma lixeira como elevação. Dificuldade? eu chamaria de realidade!

Conclusão

The Last of Us atende a todas as expectativas do jogo mais esperado de 2013, e se torna um grande concorrente a melhor game do ano. Com uma trama digna de uma obra literária e uma jogabilidade moldada em cima de uma dificuldade bem dosada, o título é um grande exemplo de que há jogos simplesmente marcantes. O melhor disso tudo é observar o que a atual geração de console ainda tem a oferecer em termos de visual e, principalmente, de inovações. Um título quase obrigatório para qualquer jogador.

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